Prefeitura de Palmas lança mapeamento participativo de comunidades ribeirinhas e pescadores artesanais

O que é o Mapeamento Participativo?

O Mapeamento Participativo é uma ação promovida pela Prefeitura de Palmas, com o objetivo de coletar dados sobre as comunidades ribeirinhas e pescadores artesanais na região. Essa iniciativa visa entender a composição social, os modos de vida e as necessidades dessas comunidades, que são essenciais para a preservação e valorização do patrimônio cultural e ambiental local.

Objetivo do Mapeamento Participativo

A principal meta deste mapeamento é reunir informações detalhadas sobre as características das comunidades ribeirinhas e pescadores artesanais. Ao conhecer suas necessidades e modos de vida, a Prefeitura poderá desenvolver ações direcionadas que promovam a inclusão social e a valorização dessas populações tradicionais. O mapeamento visa:

  • Identificar o perfil dos participantes, incluindo aspectos culturais, sociais e econômicos;
  • Compreender as principais demandas e desafios enfrentados;
  • Facilitar a implementação de políticas públicas que beneficiem essas comunidades.

O Papel da Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial

A Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh) desempenha um papel fundamental na coordenação dessa iniciativa. O secretário Joelson Soares enfatiza que este projeto é uma ponte entre o governo e as realidades enfrentadas pelos grupos tradicionais. A coleta de dados permitirá uma abordagem mais humana e direta nas políticas públicas.

mapeamento participativo de comunidades ribeirinhas

Encontros com as Comunidades

Os encontros realizados para apresentar o mapeamento foram essenciais para engajar os membros da comunidade. Durante esses eventos, os representantes tiveram a oportunidade de conhecer o formulário de mapeamento, esclarecer dúvidas e receber informações sobre como participar. A interação direta foi valorizada como um meio de fomentar a confiança e a cooperação entre as partes envolvidas.

Importância da Informação para Políticas Públicas

Com dados precisos e atualizados, o poder público consegue elaborar diagnósticos mais ajustados às realidades das comunidades. O coordenador da Rede de Povos e Comunidades Tradicionais, João Bosco Campos, aponta que muitas vezes as comunidades ficam à margem das políticas, por não serem devidamente reconhecidas. O mapeamento é uma estratégia eficaz para dar visibilidade às suas necessidades.

Colaboração com Instituições Locais

O mapeamento é realizado em colaboração com diversas instituições, como o Instituto Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais do Tocantins e a Colônia de Pescadores Z10 de Palmas. Essa rede de parcerias fortalece a credibilidade do projeto e assegura que diferentes perspectivas sejam ouvidas e consideradas.

Vozes das Comunidades Ribeirinhas

As vozes das comunidades ribeirinhas e dos pescadores artesanais são essenciais para a construção de políticas que realmente atendam suas necessidades. A advogada Thalyta Gomes de Sousa ressalta que a articulação entre diferentes esferas do governo é crucial para transformar as informações coletadas em ações práticas e efetivas.

Articulação entre Diferentes Setores

A participação de representantes de diversas secretarias, como a Secretaria Estadual da Pesca e Aquicultura (Sepea) e a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), nos encontros, demonstra a importância de uma abordagem multidisciplinar. Essas interações visam integrar esforços para garantir que as políticas adotadas sejam abrangentes e eficazes.

Como Participar do Mapeamento

Pessoas que se identificam como ribeirinhas ou pescadores artesanais, ou que possuem vínculos culturais, sociais ou econômicos com os rios, são incentivadas a participar do mapeamento. O formulário está disponível online para facilitar o acesso e a participação. É fundamental que as comunidades se reconheçam nesse processo para que suas vozes sejam ouvidas e consideradas.

Benefícios para os Pescadores Artesanais

A participação no mapeamento pode resultar em benefícios diretos para os pescadores artesanais, como:

  • Aumento da visibilidade nas políticas públicas;
  • Maior suporte em questões relacionadas à pesca e manejo sustentável;
  • Acesso a programas de assistência e recursos destinados à valorização do trabalho artesanal.

Próximos Passos do Projeto